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"Corpo Celeste" é exibido em Sundance
Uma das atrações de ontem (24) do Festival de Sundance foi "Corpo Celeste", de Alice Rohrwacher, uma co-produção ítalo/ franco/ suiça, sucesso em vários festivais onde já foi mostrado, entre eles, o Festival de Nova York. O filme integra a mostra Spotlight, destinada a exibir os grandes destaques do ano e que tem por slogan “Cinema que amamos”.
A Spotlight foi uma das inovações criadas por John Cooper, antigo programador do evento, que a partir de 2012 passou a ser seu diretor em substituição a Geoffrey Gilmore. A história do filme procura desmistificar a lenda que a Suíça é um país rico, onde há trabalho em abundância para todos. Durante muito tempo, esse fato alimentou a imaginação de muitos trabalhadores imigrantes europeus.
"Corpo Celeste" realiza o caminho na direção oposta. Começa a partir do cantão do Ticino (sul) e vai para a Itália, mais precisamente a região da Calábria, onde a pequena Marta (Yle Vianello), de 13 anos, chega com sua mãe e irmã, depois de ter passado sua infância na Suíça. O filme começa com a chegada dela e sua família na cidade de Reggio, de onde saiu logo após seu nascimento, por seu pai ter escolhido ganhar a vida na Suíça, um país imaginado como uma espécie de Eldorado na cabeça da jovem, que agora precisa encontrar seu espaço e identidade em solo italiano.
Rohrwacher diz que o filme enfatiza as mudanças causadas pela globalização econômica. “Houve uma época para os italianos em que países como a Suíça ou a Alemanha eram sinônimos de liberação. Hoje, as condições de trabalho são as mesmas em toda a Europa. Conheço vários italianos que estão na Suíça desde o início de 1990 e que hoje preferem voltar para casa”, ressalta revelando que sua história também foi uma inspiração para o filme.
“Eu nasci na Toscana, meu pai era alemão. Há uma grande diferença social e de mentalidade entre norte e sul. O mesmo sul onde Marta nasceu, mas onde se sente estrangeira. O filme mostra como se aprende a domar sua própria cultura”, afirma a diretora, lembrando que na Calábria, a personagem encontra uma realidade muito diferente da que tinha imaginado.
“Ela está diante de uma sociedade que quer acompanhar a modernidade, mas ao mesmo tempo mantém suas velhas tradições católicas. Sem alternativas, ela tenta se integrar a todo custo, principalmente através dos cursos de catecismo”, explica. "Corpo Celeste" também foi destaque no último Festival de Cannes, onde foi apresentado na Quinzena dos Realizadores.
A Spotlight foi uma das inovações criadas por John Cooper, antigo programador do evento, que a partir de 2012 passou a ser seu diretor em substituição a Geoffrey Gilmore. A história do filme procura desmistificar a lenda que a Suíça é um país rico, onde há trabalho em abundância para todos. Durante muito tempo, esse fato alimentou a imaginação de muitos trabalhadores imigrantes europeus.
"Corpo Celeste" realiza o caminho na direção oposta. Começa a partir do cantão do Ticino (sul) e vai para a Itália, mais precisamente a região da Calábria, onde a pequena Marta (Yle Vianello), de 13 anos, chega com sua mãe e irmã, depois de ter passado sua infância na Suíça. O filme começa com a chegada dela e sua família na cidade de Reggio, de onde saiu logo após seu nascimento, por seu pai ter escolhido ganhar a vida na Suíça, um país imaginado como uma espécie de Eldorado na cabeça da jovem, que agora precisa encontrar seu espaço e identidade em solo italiano.
Rohrwacher diz que o filme enfatiza as mudanças causadas pela globalização econômica. “Houve uma época para os italianos em que países como a Suíça ou a Alemanha eram sinônimos de liberação. Hoje, as condições de trabalho são as mesmas em toda a Europa. Conheço vários italianos que estão na Suíça desde o início de 1990 e que hoje preferem voltar para casa”, ressalta revelando que sua história também foi uma inspiração para o filme.
“Eu nasci na Toscana, meu pai era alemão. Há uma grande diferença social e de mentalidade entre norte e sul. O mesmo sul onde Marta nasceu, mas onde se sente estrangeira. O filme mostra como se aprende a domar sua própria cultura”, afirma a diretora, lembrando que na Calábria, a personagem encontra uma realidade muito diferente da que tinha imaginado.
“Ela está diante de uma sociedade que quer acompanhar a modernidade, mas ao mesmo tempo mantém suas velhas tradições católicas. Sem alternativas, ela tenta se integrar a todo custo, principalmente através dos cursos de catecismo”, explica. "Corpo Celeste" também foi destaque no último Festival de Cannes, onde foi apresentado na Quinzena dos Realizadores.
Autor: Myrna Silveira Brandão
Link encurtado: http://cineminha.me/n/10258
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