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Berlim anuncia vencedores
Dieter Kosslick, diretor do Festival de Berlim, deu início às 19h (16h de Brasília) de hoje (18), sábado, à cerimônia de premiação da 62ª edição. "Cesare deve morire", dos Irmãos Paolo e Vittorio Taviani foi o grande vencedor do Urso de Ouro.
O filme é um drama de 76 minutos baseado na peça "Júlio Cesar", de William Shakespeare, encenada pelos prisioneiros do centro carcerário de segurança máxima Rebibbia, no norte de Roma.
O prêmio para os irmãos diretores não chegou a ser uma surpresa, era um dos favoritos. “Esperamos que, quando os espectadores assistirem ao filme e retornarem às suas casas, tenham consciência que viram uma coisa terrivel. Aos atores a nossa saudação”, disse Paolo citando nominalmente todos eles.
O Grande Prêmio do Júri, o segundo mais importante do festival, foi dado para o húngaro "Just the wind", de Bence Fliegauf. O filme é sobre assassinatos de ciganos na Hungria. “Quero agradecer as pessoas que colaboraram e também aos trabalhadores sociais da Hungria”, declarou Fliegauf.
O prêmio de melhor diretor foi para Christian Petzold, por "Barbara". A estatueta de melhor ator foi para Mads Mikkelsen pelo seu papel em "A Royal Affair", de Nikolaj Arcel, que também levou o troféu de melhor roteiro. A melhor atriz foi Rachel Mwanza por sua atuação em "Rebelle de Kim Nguyen".
O Prêmio Teddy Bear – melhor filme de temática homossexual foi para "Keep the lights on", de Ira Sachs, que é roteirizado pelo brasileiro Maurício Zacharias. "Tabu", de Miguel Gomes ganhou o Prêmio da Crítica dado pela FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica) e o Prêmio Alfred Bauer (trabalho inovador). "Licurf Surf", de Guile Martins, recebeu uma menção especial na competição oficial de curtas-metragem. O filme gira em torno da procura de uma onda.
Veja abaixo os principais prêmios:
– Urso de Ouro: Cesare deve morire, de Paolo e Vittorio Taviani
– Urso de Prata – grande prêmio do júri: Just the wind, de Bence Fliegauf.
– Urso de Prata – melhor diretor: Christian Petzold, por Barbara
– Urso de Prata – melhor ator: Mikkel Boe em A Royal Affair, de Nikolaj Arcel
– Urso de Prata – melhor atriz: Rachel Mwanza em Rebelle de Kim Nguyen
– Urso de Prata especial: L’ enfant D’ en Haut, de Ursula Meier
– Prêmio de melhor roteiro: Nikolaj Arcel por A Royal Affair
– Prêmio Alfred Bauer – trabalho inovador (uma homenagem ao fundador da Berlinale): Tabu, de Miguel Gomes
– Prêmio para Primeiro Longa/Metragem: Kauwboy, de Boudewijn Koole
– Prêmio da Crítica Internacional: (Fipresci): Tabu, de Miguel Gomes
– Prêmio Teddy Bear – melhor filme de temática homossexual: Keep the lights on, de Ira Sachs
– Prêmio de audiência da Panorama Principal: Parada, de Srdjan Dragojevic (Sérvia)
– Prêmio de audiência da Panorama Documenta: Marina Abramovic The Artist is Present, de Matthew Akers
– Melhor filme da Mostra Generation: – Urso de Cristal: Lal Gece, de Reis Celik – Turquia
– Melhor curta-metragem: Rafa, de João Salaviza
– Menção especial de curta-metragem: Licurf Surf, de Guile Martins
Cinema para todos e política
A edição 2012 apresentou uma seleção caracterizada por diretores veteranos e novatos ou em início de carreira – o que tornou a programação bastante eclética – e, como sempre, não deixou de incluir filmes com viés político, que é uma das características de sua seleção.
Sem título concorrente ao Urso de Ouro, o Brasil – além de marcar presença na mostra oficial, como co-produtor de Tabu, do português Miguel Gomes – teve casa cheia nas diversas sessões da Panorama Especial e Documenta, as quais integrou respectivamente com Xingu, de Cao Hamburger e Olhe pra mim de novo, de Kiko Goifman e Cláudia Priscilla.
Concorrendo com 33 títulos pelo prêmio de audiência na Panorama Principal, Xingu foi o terceiro colocado na disputa, vencida por Parada, de Srdjan Dragojevic (Sérvia).
O filme é um drama de 76 minutos baseado na peça "Júlio Cesar", de William Shakespeare, encenada pelos prisioneiros do centro carcerário de segurança máxima Rebibbia, no norte de Roma.
O prêmio para os irmãos diretores não chegou a ser uma surpresa, era um dos favoritos. “Esperamos que, quando os espectadores assistirem ao filme e retornarem às suas casas, tenham consciência que viram uma coisa terrivel. Aos atores a nossa saudação”, disse Paolo citando nominalmente todos eles.
O Grande Prêmio do Júri, o segundo mais importante do festival, foi dado para o húngaro "Just the wind", de Bence Fliegauf. O filme é sobre assassinatos de ciganos na Hungria. “Quero agradecer as pessoas que colaboraram e também aos trabalhadores sociais da Hungria”, declarou Fliegauf.
O prêmio de melhor diretor foi para Christian Petzold, por "Barbara". A estatueta de melhor ator foi para Mads Mikkelsen pelo seu papel em "A Royal Affair", de Nikolaj Arcel, que também levou o troféu de melhor roteiro. A melhor atriz foi Rachel Mwanza por sua atuação em "Rebelle de Kim Nguyen".
O Prêmio Teddy Bear – melhor filme de temática homossexual foi para "Keep the lights on", de Ira Sachs, que é roteirizado pelo brasileiro Maurício Zacharias. "Tabu", de Miguel Gomes ganhou o Prêmio da Crítica dado pela FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica) e o Prêmio Alfred Bauer (trabalho inovador). "Licurf Surf", de Guile Martins, recebeu uma menção especial na competição oficial de curtas-metragem. O filme gira em torno da procura de uma onda.
Veja abaixo os principais prêmios:
– Urso de Ouro: Cesare deve morire, de Paolo e Vittorio Taviani
– Urso de Prata – grande prêmio do júri: Just the wind, de Bence Fliegauf.
– Urso de Prata – melhor diretor: Christian Petzold, por Barbara
– Urso de Prata – melhor ator: Mikkel Boe em A Royal Affair, de Nikolaj Arcel
– Urso de Prata – melhor atriz: Rachel Mwanza em Rebelle de Kim Nguyen
– Urso de Prata especial: L’ enfant D’ en Haut, de Ursula Meier
– Prêmio de melhor roteiro: Nikolaj Arcel por A Royal Affair
– Prêmio Alfred Bauer – trabalho inovador (uma homenagem ao fundador da Berlinale): Tabu, de Miguel Gomes
– Prêmio para Primeiro Longa/Metragem: Kauwboy, de Boudewijn Koole
– Prêmio da Crítica Internacional: (Fipresci): Tabu, de Miguel Gomes
– Prêmio Teddy Bear – melhor filme de temática homossexual: Keep the lights on, de Ira Sachs
– Prêmio de audiência da Panorama Principal: Parada, de Srdjan Dragojevic (Sérvia)
– Prêmio de audiência da Panorama Documenta: Marina Abramovic The Artist is Present, de Matthew Akers
– Melhor filme da Mostra Generation: – Urso de Cristal: Lal Gece, de Reis Celik – Turquia
– Melhor curta-metragem: Rafa, de João Salaviza
– Menção especial de curta-metragem: Licurf Surf, de Guile Martins
Cinema para todos e política
A edição 2012 apresentou uma seleção caracterizada por diretores veteranos e novatos ou em início de carreira – o que tornou a programação bastante eclética – e, como sempre, não deixou de incluir filmes com viés político, que é uma das características de sua seleção.
Sem título concorrente ao Urso de Ouro, o Brasil – além de marcar presença na mostra oficial, como co-produtor de Tabu, do português Miguel Gomes – teve casa cheia nas diversas sessões da Panorama Especial e Documenta, as quais integrou respectivamente com Xingu, de Cao Hamburger e Olhe pra mim de novo, de Kiko Goifman e Cláudia Priscilla.
Concorrendo com 33 títulos pelo prêmio de audiência na Panorama Principal, Xingu foi o terceiro colocado na disputa, vencida por Parada, de Srdjan Dragojevic (Sérvia).
Autor: Myrna Silveira Brandão
Link encurtado: http://cineminha.me/n/10385
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